Por que sentimos dor?

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No pensamento ocidental, a dor física ou emocional é um indicativo de que algo está errado e que tem que ser tratado. Normalmente, quando começamos a sentir uma dor, procurarmos uma solução rápida e fácil e recorremos aos medicamentos. Se não há melhora espontânea nem com a medicação e a dor persiste, procuramos ajuda com um profissional da área da saúde, que normalmente é um médico.

Se este estiver imerso na visão ocidental, provavelmente tratará da dor (o sintoma) como se fosse a causa, não investigando aspectos além do puramente físico para um possível gatilho para o aparecimento da dor. Provavelmente ela será resolvida; ou pelo menos é o que acharemos até a próxima crise.

Mas, quando começamos a ter contato com a cultura oriental ou qualquer outra que tenha uma visão cultural diferente da ocidental, começamos a entender que verdadeiramente o problema não foi solucionado, apenas silenciado.

A visão oriental olha para o sintoma e entende que existe algo por trás dele que o está causando, e entende também que a dor/doença/patologia/problema começa em um campo energético de caráter emocional e que irá desencadear uma somatização física.

Se pararmos para analisar, perceberemos que a realidade é composta pela dualidade. A dualidade está presente em tudo – símbolo que representa o Tao, Yin e Yang – e serve para que tenhamos referência, contraste ou seja para saber diferenciar algo. Quando falamos que algo está quente é porque sabemos o que é frio, para sabermos o que é tristeza necessariamente temos que saber o que é alegria e assim por diante.

O importante é saber que na visão da Medicina Tradicional Chinesa, apesar de existir a dualidade e ela ser usada como referência, as partes sempre se somam formando a unidade, sendo assim, são duas partes que formam o inteiro. Alegria e Tristeza são metades que se complementam e com essa visão voltamos ao ponto inicial desse texto, quando pensamos na dor.

A dor é uma das partes, mas existe uma que não é física e que esquecemos ou nem nos damos conta, por viver em uma cultura imediatista. Toda dor sempre tem uma parte não física que deveríamos olhar.

Essa parte imaterial, que não vemos mas sentimos, na visão oriental, são as emoções. Elas são sentidas, mas acabam sendo ignoradas, por diversos motivos, e talvez o principal deles seja que não somos ensinados a lidar com as emoções que causam dor. Para a medicina chinesa as emoções são as principais causas das patologias/doenças, e as mesmas emoções que causam essas alterações são as que geram desconforto ao senti-las, como por exemplo, ansiedade e preocupação excessivas, tristeza, magoa, medo, insegurança, raiva, frustração, rancor, ressentimento, entre outras. Essas emoções causam alterações energéticas que com o tempo vão alterando as funções fisiológicas e gerando as patologias/dores/sintomas físicos.

O importante desse conhecimento é que seja usado para refletirmos sobre a nossa saúde através das nossas atitudes na vida com nós mesmos, e entender porque estamos tendo aquela dor. Refletir sobre isso e entender que tem algo que está oculto (e que complementa a outra metade da dor ou patologia) nos dá a possibilidade de entender que a dor está ali para que possamos mudar algo no comportamento.

Vale também ressaltar que é uma via de mão dupla, ou seja, a origem de uma emoção “ruim” que estamos sentindo pode vir da outra metade (a física), que está impedindo o organismo de se manter equilibrado e por isso as emoções incômodas estão aparecendo. Por exemplo, uma dor lombar esta te impedindo de realizar uma atividade de forma plena. Os bloqueios locais irão gerar alterações energéticas que pelos canais/meridianos de acupuntura chegarão no órgão, desta forma alterando o estado emocional e comportamental.

Ficamos então como uma lição de casa, olharmos sempre para uma dor, tanto física como emocional, e se perguntar “porque será que estou sentindo isto?”

Duvide das respostas rápidas e se permita perguntar o porquê de cada saída oferecida. Desta forma, talvez apareça algo que estava bem escondido e que seja uma das possíveis causas da sua dor.

Lembre-se também de que sempre é importante procurar ajuda especializada para entender melhor as respostas que você irá descobrir e também para tratar sua dor de forma que sua queixa não se agrave.

Rafael Ferreira Pinto

Rafael Ferreira Pinto

Associado da World Federation of Acupuncture-Moxibustion Societies – W.F.A.S. Especialização de Acupuntura e Fitoterapia Chinesa – Centro de Treinamento em Medicina. Tradicional Chinesa da W.F.A.S. de Pequim – China; Pós Graduado em Medicina Psicossomática. Desenvolveu o Método da Ressignificação da Dor Física e Emocional. Professor da Pós-Graduação de Acupuntura e Métodos Terapêuticos Chineses – UNICID, Pesquisador Científico da USP na área da Acupuntura (De Nov/2012 a Set/2017). Pós-Graduado em Acupuntura e Métodos Terapêuticos Chineses – FACIS IBHE. Desenvolveu o Método da Pirâmide Psíquica; Certificado em ThetaHealing® Basic DNA; Certificado em ThetaHealing® Advanced DNA; Certificado em ThetaHealing® Dig Deeper.

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