Genética e Epigenética: como interferem em nossas vidas?

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Você já pensou que todas as nossas emoções, reações e ações estão ligadas à duas palavras: Genética e Epigenética? 

A genética é a ciência que estuda a base estrutural do DNA (onde os genes estão) e suas funções, como a hereditariedade. O ramo da epigenética está ligado à adaptação metabólica aos estímulos do meio externo/dia a dia.

Podemos dizer que a genética e a epigenética atuam adaptando o organismo interno aos estímulos externos do meio ambiente. Por meio desse raciocínio, podemos entender porque nós, seres humanos, conseguimos nos adaptar tão bem a qualquer tipo de situação, das mais simples às mais inóspitas.

Uma das grandes descobertas do conhecido Projeto Genoma (que tinha como objetivo o mapeamento dos genes para desvendar códigos genéticos) foi que o número de genes dos seres humanos comparados com o número de outros animais, tais como moscas e ratos, eram praticamente iguais. Essa evidência, inclusive, finalizou o projeto inicial e abriu caminho para novas perguntas e estudos, como a epigenética. 

Os estudos epigenéticos mostraram que, apesar do número de genes parecidos, uma das grandes diferenças entre o ser humano e os outros animais está na quantidade de funções que nossos neurotransmissores (um componente que leva as informações de uma célula para outra) são capazes de modular.

Em poucas palavras, as informações presentes no DNA determinam o funcionamento de todo nosso organismo, inclusive da captação, transformação e fabricação de diversas substâncias, como os neurotransmissores. Eles são como mensageiros que transportam informações entre células, principalmente no nosso cérebro.

Bilhões de células e seus neurotransmissores funcionam constantemente para regular nossas funções físicas e mentais. Cada neurotransmissor tem mais de duas mil funções metabólicas diferentes e, desta forma, sua regulação permite que exista um organismo tão complexo como o dos seres humanos (que desempenha desde funções aparentemente simples como controle do batimento cardíaco, até tarefas que exigem aprendizado, concentração e destreza). 

Sendo assim, devido a essa grande complexidade e alta capacidade adaptativa, nós aguentamos muitas adversidades. Entretanto, quando estamos diante de estímulos interpretados de forma maléfica (julgamento unifocal), essas adaptações começam a se tornar compensatórias e o organismo começa a apresentar alterações que irão se transformar em dor física e emocional.

Por que interpretar um evento de forma maléfica pode ser prejudicial para a saúde?

Porque, quando isso acontece, temos uma resposta de proteção, chamada de “Reação de proteção” ou “Reação de alerta”. Quando nosso inconsciente capta estímulos, age de forma muito rápida e pré-programada para decidir se é necessário preparar o organismo para se defender ou não. Depois, essas informações vão sendo processadas pelo cérebro cognitivo para tornar consciente e entender a decisão.

Essas reações descritas acontecem em uma velocidade muito alta e, quando comparamos o processamento das informações mediantes aos estímulos, a resposta do cérebro límbico (inconsciente) é muito mais rápida do que a do cérebro cognitivo. Mas o problema não está nessa reposta, pelo contrário, ela é essencial para o nosso organismo.

O problema está quando se tem uma memória associada a um estímulo, e o organismo passa a responder em defesa continuamente, se mantendo em estado de alerta. Sempre que você sentir uma emoção que é incômoda e está associada a essa memória, a resposta será de proteção.

Quando o organismo entra em resposta de proteção, um dos resultados imediatos é a contração da cadeia de DNA e, uma vez que ela é responsável pelo controle de várias funções metabólicas, consequentemente, essas funções ficam bloqueadas. Os estudos epigenéticos já demonstram que a maioria dos processos de adoecimentos acontecem no organismo físico devido a uma reação inflamatória, que evolui para os sintomas e patologias.

Esses processos inflamatórios são desencadeados por uma reação metabólica chamada de metilação do DNA, que basicamente é um bloqueio da transcrição genética, ou seja, um bloqueio de genes que seriam importantes para realizar o metabolismo. Essa situação descrita da metilação do DNA é muito semelhante à reação de quando o organismo entra em estado de proteção mediante o estímulo interpretativo de ameaça.

Isso acontece o tempo todo, e o organismo vai se ajustando, formando memórias para melhorar a adaptação e gastar menos energia. Como é da natureza do ser humano, as emoções são presentes e associadas a memórias. Dessa forma, se o nosso DNA responde diretamente às emoções incômodas, o processo inverso também é verdadeiro: quando temos emoções armazenadas que promovem sensações agradáveis, a cadeia de DNA responderá se alongando e permitindo que todas as funções metabólicas aconteçam de forma eficiente e completa.

Alguns exemplos de emoções boas seriam amor, gratidão e compaixão (todas as emoções que promovem uma sensação agradável), e de emoções ruins seriam raiva, estresse, frustração, rancor, ressentimento, ansiedade, preocupação excessiva, tristeza, mágoa, medo limitante e insegurança (todas as emoções que promovem uma sensação desagradável).

Voltando ideia inicial: Genética e Epigenética interferem em nossas vidas?

Sim! E muito! Essencialmente, receberemos um estímulo`, e uma resposta será gerada. O DNA será solicitado para a execução das funções metabólicas e, se estiver com os genes bloqueados mediante uma possível resposta de proteção, acontecerá uma ação compensatória (com o tempo, essas compensações irão gerar processos inflamatórios, sintomas e patologias). 

Como podemos fazer para prevenir a má adaptação? Ou como podemos produzir boas adaptações?

✔️ Cultive o hábito de criar a visão multifocal para os eventos. Entendendo que uma situação tem varias possibilidades e que, se julgamos apenas como UMA possibilidade, iremos criar a condição de que é bom ou ruim. Se for entendida como ruim, isso prejudicará a saúde. 

✔️ Aprenda com cada situação e entendendo que elas acontecem para que possamos evoluir, desconstruindo a ideia de que algo é bom ou ruim. 

✔️ Pratique atividade física para que organismo físico possa ter uma eficiência metabólica boa e, assim, manter o metabolismo mais ativo.

✔️ Procure comer alimentos mais nutritivos e comer mais vezes ao longo do dia, diminuindo a quantidade. Desta forma, o organismo aproveita melhor os alimentos e seus nutrientes.

✔️ Faça uma atividade meditativa utilizando a respiração diafragmática por 5 minutos ao menos uma vez por dia.

Lembrando sempre que o ideal,é que procuremos ajuda profissional especializada, para que, aos poucos, possamos aprender o caminho correto e as melhores estratégias para nos sentirmos bem, prática-las e colocá-las no nosso dia a dia até que se tornem um hábito!

Rafael Ferreira Pinto

Rafael Ferreira Pinto

Associado da World Federation of Acupuncture-Moxibustion Societies – W.F.A.S. Especialização de Acupuntura e Fitoterapia Chinesa – Centro de Treinamento em Medicina. Tradicional Chinesa da W.F.A.S. de Pequim – China; Pós Graduado em Medicina Psicossomática. Desenvolveu o Método da Ressignificação da Dor Física e Emocional. Professor da Pós-Graduação de Acupuntura e Métodos Terapêuticos Chineses – UNICID, Pesquisador Científico da USP na área da Acupuntura (De Nov/2012 a Set/2017). Pós-Graduado em Acupuntura e Métodos Terapêuticos Chineses – FACIS IBHE. Desenvolveu o Método da Pirâmide Psíquica; Certificado em ThetaHealing® Basic DNA; Certificado em ThetaHealing® Advanced DNA; Certificado em ThetaHealing® Dig Deeper.

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