Pensando a revolução da longevidade

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Hoje, cada vez mais ouvimos falar em longevidade. Ouvimos a todos os momentos: como as pessoas  estão envelhecendo; como a terceira idade é um mercado que precisa ser explorado, pois é uma parcela da população que tem renda e deve investir nela própria. Ouvimos falar de cuidados e cuidadores, de doenças, de qualidade de vida e assim por diante.

Mas e nós, já paramos para pensar em quando ficarmos velhos? Nas nossas famílias? Nossos pais? Nossos filhos? A geração atual se programou para viver até 70 anos, e eles estão vivendo muito bem até 90 ou mais! Eu tenho 44 anos, estou tendo a chance de me preparar e entender a minha longevidade, o meu envelhecimento, bem como pensar nas pessoas à minha volta.

O certo hoje é que a vida é longa e, por isso, temos que nos preparar tanto financeiramente e socialmente, quanto com o entendimento do que vamos fazer com tanto tempo!

Estamos passando pela Revolução da Longevidade e por um avanço da tecnologia muito rápido. Muito fácil entender isso quando falamos de comunicação. Hoje, as pessoas se falam em todo mundo, sem gastar nada e com muita rapidez. Qual é a sua principal fonte de notícias? Jornal impresso? Revistas? Ou são as mídias sociais, Facebook, Instagram, WhatsApp entre outras? E como estamos vivendo tudo isso, como entender estas mudanças?

Então, sabemos que nunca  podemos parar de aprender e nos atualizar. Neste momento, escrevo esse texto num tablet. Se fosse na graduação, certamente estaria num computador de mesa. Já meus pais teriam feito isso em uma máquina de escrever. E como meus netos irão escrever? E aprender?

Penso quantas vezes é importante que a pessoa se reinvente: as pessoas têm uma formação universitária, mas, atualmente, há as profissões novas, e tantas outras ainda vão surgindo – o que fazer com que essa formação já desgastada? É importante que a pessoa dentro da sua formação não pare de estudar e se atualizar.

Recentemente, tive um encontro com amigos da minha escola, a maioria já casados, com filhos. Poucos dos meus amigos trabalham naquilo que estudaram. Anda muito comum ver engenheiros no mercado financeiro, dentistas administrando clínicas de saúde, psicólogos que se tornaram empresários, e até médicos que se tornaram educadores físicos.

Eu tive duas formações, primeiro estudei Direito e, depois, Psicologia. Hoje, tenho uma empresa de Cuidadores, a ASL Cuidadores. Minha empresa existe desde 2012, quando pouco se falava do mercado da terceira idade. Na minha opinião, minha empresa tem um futuro, pois vemos que um dos poucos nichos de mercado que cresceram é o de cuidadores de idosos. Mas e a tecnologia, vai substituir a mão de obra humana? Como vai funcionar a legislação no Brasil? Enfim, muitos “mas”… por isso, não me sinto confortável em parar de estudar: não podemos ficar na zona de conforto.

Tenho dois filhos adolescentes, 18 e 16 anos. Um deles iniciando a faculdade, e outro em época de vestibular. O mais velho vai morar um ano fora, tenho certeza de que não voltará o mesmo que foi, vai aprender coisas diferentes, conviver em outra cultura, e perceber que as coisas são diferentes quando não temos nossos pais por trás.

Vejo esses jovens com sonhos formatados, mas penso que esses meninos terão na verdade várias formações,  e terão que se reinventar muitas vezes na vida. A vida produtiva deles vai ser muito maior que a minha, até pela mudança da cultura que estamos vivendo. As pessoas vão ter que trabalhar mais para viver melhor.

Essa geração terá várias profissões, ou vários modos de exercer a sua profissão. Ou seja, importante perceber que devemos nos ocupar sempre, mesmo que já estejamos numa idade mais avançada, pois acredito que o trabalho tem a parte financeira, mas também, a parte social. Por que não pensar em trabalhos voluntários, fazer parte de um grupo com algum tipo de objetivo (clube de leitura, jogo de cartas, passeios culturais, exercícios físicos)?

Pensar em viver com propósito, pensar em estar aprendendo sempre, acompanhando as novas tecnologias. A convivência social também é importantíssima quando pensamos em longevidade, pode ser em família ou com amigos. Um café à tarde com uma pessoa legal pode ser uma ótima terapia… Por isso, a importância de frequentar grupos, de amigos, de esportes, de leitura, de clube etc

Enfim, vamos pensar na nossa longevidade e no nosso envelhecer, das pessoas à nossa volta, pois será diferente de tudo aquilo que estamos acostumados.

Patricia Lerner Sereno

Patricia Lerner Sereno

Patricia Lerner Sereno tem 44 anos, é formada em Direito e em Psicologia, com especialização em Psicologia Hospitalar e Psicogerontologia. Hoje, é sócia da ASL Cuidadores, empresa especializada em cuidadores de idosos e pessoas especiais, e Diretora do Serviço Social da UNIBES.

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