Qual é a sua dor?

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Ultimamente, tenho ouvido esta pergunta em vários meios, não só na área da saúde, e sempre fico pensando o quanto estas dores que não são relacionadas com a saúde, no final, acabam por afetar a saúde, seja física ou psiquicamente.

Empresários, executivos de empresas, profissionais em início de carreira, estudantes, donas de casa, todos estão suscetíveis a situações de estresse que inicialmente podem parecer questões de cotidiano, mas, quando menos esperamos, geram ansiedades, tristezas e, muitas vezes, a sensação de injustiça talvez – por não aceitarmos certas condições que nos são impostas no ambiente de trabalho, de estudo ou mesmo em nossa própria convivência familiar.

O mundo líquido, como aborda Bauman em sua obra, explica muito destas sensações que nos são cada vez mais comuns. A sensação de que tudo muda muito rápido, o tempo passa depressa, são muitas informações para lidar ao mesmo tempo e, como resultado, temos relações superficiais, pouco contato humano daquele tipo que nos faz bem, que libera dopamina. Ficamos muito presos a gadgets, nos movimentamos menos e, com isso, liberamos menos endorfinas. Participamos menos de atividades prazerosas, liberando assim menos serotoninas.

O resultado disso é que sofremos: o corpo, com dores, o cérebro, com perda de memória, a psiquê, com a dificuldade de lidar com as pessoas e com as emoções, caindo assim num ciclo vicioso que tende a virar uma bola de neve.

Para quebrar este ciclo e torná-lo virtuoso, é preciso reconhecer pequenas coisas que nos fazem bem na rotina, dar valor a elas, seja uma caminhada para o trabalho apreciando os lugares por onde passa, seja valorizando as refeições em família e com amigos sem celulares, com todos verdadeiramente presentes, seja massageando e alongando seu corpo em uma intensão de autoconhecimento, e que isso seja prazeroso, um momento só seu. 

É impossível separarmos a vida em caixinhas e fingir que uma área de nossa vida não afeta a outra, assim como o corpo é afetado pelas emoções o tempo todo. As nossas memórias e emoções funcionam como um filtro que nos faz enxergar o mundo de uma forma única, e é isto que nos diferencia como seres humanos.

O que você tem feito para tornar a sua rotina mais prazerosa? Será que somos capazes de reconhecer o que nos falta sem uma ajuda externa?

Consultar profissionais da área da saúde deve ser um hábito não só pensando em tratar doenças, mas o autoconhecimento físico e mental pode preveni-las e trazer qualidade de saúde e convivência à sua vida. O resultado é aprender a lidar com situações difíceis, o que vai muito além da eterna busca pela felicidade, refletindo em relações mais saudáveis e aprendizado para lidar com estas dores físicas e emocionais.

Cláudio Cotter

Cláudio Cotter

Graduação em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo (CREFITO 30874-F). Especialista em RPG. Formação no Método Busquet; Formação no Método Força Dinâmica; Pós-Graduado em Medicina Psicossomática; Especialista em Postura; Diretor da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática; Colunista do Portal Ativo; Ex-Fisioterapeuta da Seleção Brasileira Feminina de Futebol (CBF). Já participou de dezenas de provas e maratonas de corrida.

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Comentários 2

  1. Adorei o texto! Parabéns!

  2. Obrigado Claudia!!

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